Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2018

O Museu

Um concerto assombroso no fim do domingo Chamas mostravam o espetáculo tétrico de quem dança ao vento e debocha da água de quem reina no caos, apagando o passado e ataca a ciência, aniquilando o futuro O que seria possível agora quando já se eliminou a arte, roubou-se a história e inibiu-se a descoberta? Ao final, quem sabe, se constataria que o descaso nunca permanece incólume

Respostas

Se perguntassem de onde vinha, ele não respondia Continuava sua longa caminhada em busca das respostas para as peguntas de seus questionadores Nem ele, com todo o seu conhecimento, sabia, ao certo sua missão Apenas lembrava-se que no seu antigo mundo todos viviam mais quietos E não se dirigiam a ele Suas vidas eram ocupadas demais para isso. No seu antigo mundo ele não perguntava Preferia ouvir o que um dia poderiam dizer

A escolha

Viviam juntos na montanha Não ousavam sair de lá Certos estavam de que lá embaixo não encontrariam paz A paz da brisa, a paz da quietude Não, lá não haveria tranquilidade  Muitos de perguntavam: o que fazem lá, sós? Sós estavam, mas felizes viveram E na montanha permaneceram, até o fim de suas vidas Nunca se arrependeram

Alucinações

Via assombrosos olhares que não lhe viam Repudiava as atenções que não lhe davam Jamais entendeu Quão irracional era o desejo de não ser notado De ser invisível para todos Os pesadelos reafirmavam sua certeza E assim ele vivia Aprisionado em seu delírio​