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Tempo

Antes era uma ilusão de felicidade plena por conquistas óbvias Óbvias pelo tempo que teriam para serem alcançadas Hoje tudo parece tão distante e a estrada à frente chega tão rápido que já não é possível ver os detalhes pela janela Um milênio há vinte anos e hoje já se passaram dez. Por que chegas tão rápido, inexorável amanhã?  E por que não restam tréguas para o engano?

A escolha

Viviam juntos na montanha Não ousavam sair de lá Certos estavam de que lá embaixo não encontrariam paz A paz da brisa, a paz da quietude Não, lá não haveria tranquilidade  Muitos de perguntavam: o que fazem lá, sós? Sós estavam, mas felizes viveram E na montanha permaneceram, até o fim de suas vidas Nunca se arrependeram

O Sol

Ele precisava de calor E certa vez encontrou uma fogueira Era bom tê-la perto. Aquecia-lhe Como era bom estar ali Mas quando tinha que se afastar, não sentia tanta falta Só precisava dela quando o frio chegava Um dia a fogueira apagou E ele sentiu  falta daquele calor Achou que nunca mais encontraria sensação igual Até que encontrou o  Sol Incomparável não só nos momentos de frio Sentia sua falta não só por seu calor Amava a sua beleza E seu brilho.

Outono

Outono   Estação mais bela   Calma Brisa suave e fresca   Sol que conforta   Céu azul que pode ser observado   Leve neblina na manhã Vontade de sair, de ver o dia, de ver a noite, as estrelas, a vida

A noite

De tão bela, é indescritível Poder-se ia passar todo o tempo tentando definir o quão maravilhoso é olhar um céu estrelado Mas seria tudo em vão. Não deve haver pretensão de saber descrever essa beleza que pouco se conhece   E mesmo houvesse, os adjetivos disponíveis não seriam suficientes É realmente belo o universo. E sua beleza se torna ainda mais impressionante com todo o mistério que a cerca Deve-se, sim, aproveitar todos os momentos e apreciar nossa casa, a Terra e nossos  vizinhos distantes e brilhantes.

O Fim

As águas estavam calmas naquela manhã de domingo Nem aqueles que temiam a força do mar tiveram receio Mergulharam Sorriram felizes Como nunca antes Eles tinham em quem confiar desta vez E confiaram Não demorou para a água ficar revolta E como antes surgiu o medo Agora sem salvação Eles já estavam longes do litoral Em quem confiar agora? Onde estava ele? Por que se foi? Para onde se foi? Estavam sós e em alto mar Medo e decepção Silêncio e a vida se foi.

A escolha

Viviam juntos na montanha , nunca ousaram sair de lá Não havia dúvida de que lá embaixo não encontrariam paz A paz da brisa, a paz da quietude Não, lá não haveria paz Muitos de pergutavam: o que fazem lá, sós, sem amigos? Sós estavam, mas felizes viveram E na montanham permaneceram, até o fim de suas vidas Nunca se arrependeram

Lembranças

Abriu os olhos, como se não quisesse enxergar Tampou os ouvidos, como se quisesse escutar Chorou, como se alegre estivesse Gritou, como se amasse o silêncio Brigou, como se a paz o acompanhasse Dormiu, como se acordado estivesse Partiu, pois aquele era o seu lugar