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Visitantes

Dizem que eles estão vindo Dizem que se escondem entre nós Que aqui estão para tomar tudo o que possuímos Será Verdade? Eles têm um pacto com nossos semelhantes Dizem que nos escondem a verdade Que logo saberemos, mas será tarde Que tomarão o que é nosso. Será verdade? De suas casas desceram E quanto mais descerão? Para viver em nossas casas?

Quem

O som do vento não permitia sequer uma palavra Quietos ficaram quando o grande dia chegou Quem partiu um dia antes voltou para presenciar aquele momento As palavras não teriam sentido Não saberiam falar daquela aparição Eram muitos os que observavam Poucos os que não se entreolhavam Não havia quem fosse embora.Ficaram ali Com um espanto que os paralizava As luzes eram belas e intrigantes Azuis Vermelhas Verdes Cores vivas Cores da vida Talvez da morte Seria certo fugir? Correr? Ficaram parados.

Respostas

Se perguntassem a ele de onde vinha, ele não respondia Apenas continuava sua longa caminhada em busca das respostas para as peguntas de seus questionadores Nem ele, com todo o seu conhecimento sobre sua vida, seus momentos, sabia, ao certo, de onde tinha vindo Apenas lembrava-se que no seu antigo mundo todos viviam mais quietos E não se dirigiam a ele. Suas vidas eram ocupadas demais para isso. No seu antigo mundo ele não perguntava. Preferia ouvir o que um dia poderiam dizer

A escolha

Viviam juntos na montanha , nunca ousaram sair de lá Não havia dúvida de que lá embaixo não encontrariam paz A paz da brisa, a paz da quietude Não, lá não haveria paz Muitos de pergutavam: o que fazem lá, sós, sem amigos? Sós estavam, mas felizes viveram E na montanham permaneceram, até o fim de suas vidas Nunca se arrependeram

O Portão

Era de se esperar que o velho portão jamais se abrisse Após aquele dia em que a decisão final fora tomada Todos levavam suas vidas normalmente A tranquilidade já reinava, após tanto caos O jardim da antiga praça já florescia novamente Pássaros voltavam a visitá-lo Olhos curiosos não mais visitavam o vilarejo Mas num momento inesperado, o portão se abriu Era fim de tarde e o crepúsculo já se aproximava Ouviu-se o ranger da dobradiça há tempos desgastada Olhos apavorados acompanhavam aquele momento Idéias desesperadas, perturbação Até que o alívio se fez presente O portão se abrira sozinho Não se sabe o porquê E ninguém do vilarejo ousou perguntar.