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Drica

Nem todos viram quando Drica passou pela rua e se despediu  Ela não desejaria ir tão rápido, porém o tempo era o que mais importava naquele momento Temia pelo que não havia terminado Pensava em como poderia melhorar a vida daqueles que esperavam por ela E esperavam por longo tempo Chamaram por seu nome, escreveram-lhe cartas urgentes, mandaram recados aflitos E agora Drica deveria partir As esperanças de quem desejava que ela ficasse diminuiam drasticamente A felicidade se fez presente para aqueles que desejavam a sua partida Nesse momento  Drica pouco se importava com as opiniões de opositores Não, Drica apenas desejava deixar aquele lugar E dar lugar aos seus   Dar-lhes resposta, dar-lhes tranquilidade. Não houve tempo para o adeus de todos Poucos viram sua partida Ninguém presenciaria o seu regresso.

Visitantes

Dizem que eles estão vindo Dizem que se escondem entre nós Que aqui estão para tomar tudo o que possuímos Será Verdade? Eles têm um pacto com nossos semelhantes Dizem que nos escondem a verdade Que logo saberemos, mas será tarde Que tomarão o que é nosso. Será verdade? De suas casas desceram E quanto mais descerão? Para viver em nossas casas?

Quem

O som do vento não permitia sequer uma palavra Quietos ficaram quando o grande dia chegou Quem partiu um dia antes voltou para presenciar aquele momento As palavras não teriam sentido Não saberiam falar daquela aparição Eram muitos os que observavam Poucos os que não se entreolhavam Não havia quem fosse embora.Ficaram ali Com um espanto que os paralizava As luzes eram belas e intrigantes Azuis Vermelhas Verdes Cores vivas Cores da vida Talvez da morte Seria certo fugir? Correr? Ficaram parados.

Respostas

Se perguntassem a ele de onde vinha, ele não respondia Apenas continuava sua longa caminhada em busca das respostas para as peguntas de seus questionadores Nem ele, com todo o seu conhecimento sobre sua vida, seus momentos, sabia, ao certo, de onde tinha vindo Apenas lembrava-se que no seu antigo mundo todos viviam mais quietos E não se dirigiam a ele. Suas vidas eram ocupadas demais para isso. No seu antigo mundo ele não perguntava. Preferia ouvir o que um dia poderiam dizer

A escolha

Viviam juntos na montanha , nunca ousaram sair de lá Não havia dúvida de que lá embaixo não encontrariam paz A paz da brisa, a paz da quietude Não, lá não haveria paz Muitos de pergutavam: o que fazem lá, sós, sem amigos? Sós estavam, mas felizes viveram E na montanham permaneceram, até o fim de suas vidas Nunca se arrependeram