Postagens

Alívio

Quisera mudar a realidade           Não para todos, não o mundo lá fora                                              Mas sim aquela que só pode ser vivida por quem a deixou nascer Involuntária, criada pelas circunstâncias                               Impossível  acessá-la de modo que pudesse matá-la                                                  Por isso a fez adormecer     

Contrárias

Os olhos querem letras livres, impregnadas de valor facultativo e imaginação  Os dedos correm para falar do imprevisível, do agora não calculável, não culpável, isento de erro Mas dura é a pedra com a qual se deve talhar o amanhã e o que faz dele possível é a palavra que impõe regras, a arraigada de valores, a não passível de versões, a não livre, a enclausurada no abismo do que lhe é posto  São felizes, porém, os olhos quando analisam o que está feito pela métrica do autorizado    Regozijam-se também os dedos ao reproduzir não o que  encanta, se isso impulsiona o amanhã que se precisa ter  A luta é  árdua: o precisar dói, mesmo quando está de acordo com o gostar

Verdades

Calmo é o mar revolto após o naufrágio impedido Livre é o prisioneiro na cela após escapar da fogueira Bela é a cidade em ruínas após o fim da guerra Saborosa é a água salobra após a sede no deserto Rica é a vida do pobre após sobreviver ao abismo

Ser Humano

O amanhecer fez nascer a saudade da Lua A luz do Sol trouxe o desejo pelas gotas de chuva A paisagem bucólica não é mais admirada por aqueles que reclamavam da cidade grande O frio traz de volta não só os agasalhos, mas também os suspiros pelo calor A música repetida à exaustão agora irrita por sua simples lembrança

Giovanna

Nasceu uma princesinha Tão pequenina Que preenche os nossos corações como se gigante fosse Trouxe alegria e esperança   Agora nos surpreende a cada dia E nos encanta com seus olhos azuis...